Madison, garçonete em Nova York, conta que pergunta sobre alergias a cada mesa. Nos últimos meses, diz ter vivido quase acidentes porque clientes chegam seguros de informações erradas que leram antes.
O The Verge reuniu depoimentos de atendimento e serviços que lidam com clientes munidos de respostas de IA. Os relatos citam bots e resumos na web que inventam políticas, preços e opções de cardápio, o que gera cobrança indevida e conflito na hora de executar o serviço.
Se o modelo inventa política, o conflito bate no balcão
Para quem opera assistente com cliente real, isso é risco direto de promessa não cumprida. Preço, política e disponibilidade não podem sair do modelo, precisam vir de fonte canônica versionada. Use retrieval com citação literal e data, responda só o que está no repositório e recuse fora de escopo. Mostre o link para a página oficial e a frase exata usada. Se faltar dado, ofereça transferência para humano.
Arquitetura mínima: base de políticas e catálogos com controle de versão, camada de recuperação com filtros estritos, prompts que proíbem extrapolação, lista de intenções permitidas e fallback claro. Logue a origem de cada resposta. Teste adversarial com perguntas ambíguas e monitore tickets que citam o bot para ajustar regras.
Custo sobe pouco com RAG e verificação, mas reduz chargeback, retrabalho e atrito na ponta. Disclaimers não seguram. O que segura é fonte única, citação e recusa determinística. Em canais públicos, prefira responder com trechos verificados em vez de linguagem livre e limite temas sensíveis como alergias a roteamento humano.
