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Regulação 13 de out de 2026 · 3 min de leitura

CEO da Cerebras rebate alarmismo sobre riscos de IA

No Disrupt, Andrew Feldman diz que foco no apocalipse ofusca ganhos e distorce o debate público.

Robson Nobre Constrói sistemas de IA que rodam em produção
an oversized megaphone casting a long shadow over a small sprouting plant

Andrew Feldman, CEO da Cerebras, contestou os alertas apocalípticos sobre IA no palco do TechCrunch Disrupt, em 13 de outubro de 2026. Ele disse que o foco nas ameaças está abafando os benefícios concretos que a tecnologia já entrega.

Feldman sugeriu que líderes do setor parem de amplificar cenários de fim do mundo, porque isso contamina a conversa pública e a tomada de decisão. Segundo ele, a indústria deveria destacar resultados úteis em vez de alimentar medo.

O discurso público hoje vira regra e checklist amanhã

Para quem opera IA com cliente real, isso é menos sobre modelo e mais sobre ambiente regulatório e vendas enterprise. Narrativa de risco alta acelera pedido de auditoria, avaliação de impacto e due diligence. O jurídico vira gate, o ciclo de venda alonga, e o time precisa ter política de segurança, trilha de decisão e logs prontos.

Custo e arquitetura não mudam por essa fala, mas o risco muda. Tenha avaliação de falhas, testes de alucinação, mitigação de vieses e plano de incidente documentados. Isso encurta negociação e reduz atrito com compliance, independentemente do tom do noticiário.

Se a conversa pública baixar o volume do apocalipse, prazos de aprovação melhoram e exigências ficam mais proporcionais ao risco do caso de uso. Enquanto isso não acontece, trate segurança e governança como feature de produto, não como anexo do PPT.

Apurado originalmente por TechCrunch AI.