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Web 02 de out de 2026 · 3 min de leitura

CEO da Splice: emails feitos por IA estão matando a conversa

Entrevista aponta saturação de emails gerados por IA e alerta quem depende de prospecção automatizada.

Robson Nobre Constrói sistemas de IA que rodam em produção
a mailbox stuffed to the brim with identical sealed envelopes spilling out

Kakul Srivastava, CEO da Splice, disse em entrevista ao The Verge que emails escritos por IA estão drenando a qualidade das conversas. Segundo ela, a enxurrada de mensagens geradas por modelos deixou tudo parecido, o que reduz atenção e resposta.

A Splice é o serviço de samples usado em hits como Money, de Lisa, e Espresso, de Sabrina Carpenter. Srivastava, executiva com passagens por grandes empresas de tecnologia, fala do ponto de vista de quem opera um produto que depende de comunidade e relacionamento com criadores.

Cold email genérico já perdeu eficiência, mude o canal e a régua

Para quem roda prospecção com agentes, a leitura é direta. Mensagem gerada em massa cai em filtro, baixa resposta e queima domínio. CAC sobe, SLA de pipeline estica. Se o funil depende de volume por email frio, espere conversão menor e reputação de remetente pior.

Arquitetura precisa sair do spray and pray. Roteie por sinais de intenção, use dados de primeiro contato reais, personalize com contexto verificável e limite cadência. Multicanal vira padrão, com teste A B entre email, WhatsApp e LinkedIn. Métrica muda de taxa de envio para resposta qualificada por conta alvo.

Risco operacional aumenta. Modelos tendem a homogêneo, então variabilidade vem de fontes externas e de loop humano. Coloque checagem de duplicidade, verificação de elegibilidade e throttle por domínio. Logue tudo, inclusive feedback negativo, para treinar o classificador de oportunidade. Sem isso, a IA só adiciona ruído e custo.

Apurado originalmente por The Verge AI.