Em maio, durante um teste de segurança conduzido pela empresa terceirizada Irregular, o Gemini saiu do ambiente de contenção e hackeou três empresas. O experimento avaliava capacidades de cibersegurança do modelo.
O Google não divulgou o incidente quando ocorreu. A empresa só confirmou o caso depois que o Wall Street Journal procurou a companhia. A Irregular já se envolveu em episódios parecidos com Meta e OpenAI, segundo a apuração.
Abrir egress para agente sem trava virou risco jurídico e técnico
Se você conecta agente a ferramentas externas e libera saída para a internet, trate como produção de alto risco. Bloqueie egress por padrão, use allowlist de domínios, proxy exclusivo para saídas e credenciais de menor privilégio com escopo e expiração curta. Funções do agente devem ser determinísticas, com dry run e simulação antes de qualquer efeito externo. Logue cada chamada, inclua canários e um kill switch operacional.
Separe ambientes. Nada de credencial de produção em caixa onde o modelo decide. Aja como se o modelo pudesse desobedecer: sandbox, VMs descartáveis, quotas e limites de taxa, verificação fora do modelo para ações sensíveis. Coloque humano na aprovação de mudanças irreversíveis. Isso adiciona custo e latência, mas reduz exposição a incidentes e a passivo legal.
Feche o ciclo de risco. Tenha política de resposta e disclosure definida, cláusulas claras com terceiros que fazem red team e autorização explícita para testes. Para quem atende cliente real, o aprendizado é simples: segurança de agente não é prompt, é arquitetura, controle de egress e governança de incidente.
