LibreOffice anunciou que não vai incluir recursos de IA na configuração padrão. A decisão foi divulgada em 6 de outubro de 2026 e apresentada como um recurso do software, o de operar sem IA. A justificativa é proteger a privacidade do usuário.
Segundo o projeto, integrações de IA costumam enviar dados para serviços externos. O compromisso é manter o editor funcionando localmente por padrão, sem coleta ou envio de conteúdo para modelos de terceiros.
Vender IA também é saber desligá-la por padrão
Para quem opera IA com cliente real, isso valida um requisito que já aparece em RFP: IA precisa ser opt in, com caminho claro de zero data exhaust. Arquitetura tem que ter kill switch de LLM, roteamento local quando exigido e contratos que contemplem uso offline. Sem isso, você perde governo, jurídico e saúde.
Custo e prazo mudam. Suportar modo sem nuvem pede fallback com modelos locais ou features degradadas, logging restrito, e política de retenção explícita. Isso aumenta complexidade e teste, mas reduz risco legal e suporte quando a auditoria bate. Prepare feature flags, auditoria de chamadas, e matrizes de dados por cliente.
Se você integra com editores, espere segmentação: parte do mercado vai exigir extensões totalmente locais. Ninguém migra de suíte só por IA, mas a mensagem cola. Ter opção de desligar por padrão encurta ciclo de venda em setores regulados.
